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Marina se reuniu com presidentes de partidos que fazem parte da coligação - Ailton de Freitas / Agência O Globo
BRASÍLIA - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, creditou a saída do coordenador geral da campanha de sua chapa, Carlos Siqueira, ao sofrimento pela morte trágica de Eduardo Campos, de quem ele era muito próximo. A ambientalista disse que está com a consciência tranquila, e que compreende a dor que todos estão sentindo. Para a candidata, Siqueira compreendeu mal seu movimento de fazer alterações na equipe da campanha.

- (É) um equívoco essa incompreensão que está acontecendo e que eu atribuo à gravidade do momento, ao tensionamento. Os brasileiros todos me conhecem, sabem do profundo respeito que eu tenho pelas pessoas, ainda mais neste momento de dor, ainda mais sendo o Carlos Siqueira, que tanto nos acolheu. É um momento difícil para todos nós. Há que ter a compreensão com as sensibilidades das pessoas e essa compreensão eu tenho. Prefiro sofrer uma injustiça a praticar uma injustiça - disse Marina, após se reunir com os dirigentes dos cinco partidos que já declararam manutenção da coligação com o PPS, o PPL, o PHS e o PRP.
Após reunião, Siqueira fez duras críticas a Marina. Segundo ela, a ex-senadora não representa o legado de Eduardo Campos.
- Não tenho mágoa nenhuma, mas como se está numa instituição como hospedeira, que é o que ela é, tem que se respeitar a instituição e não querer mandar na instituição. Ela que vá mandar na Rede dela, não no PSB. No PSB, mandamos nós - queixou-se ele.
O presidente do PSB, Roberto Amaral, disse que indicará um novo nome para assumir a coordenação da campanha no lugar de Siqueira ainda nesta quinta-feira. E que novas alterações de equipe poderão ser feitas.

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